Projeto de Terraplenagem e Drenagem

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Por Mauro Hernandez Lozano

As obras de terraplenagem, ou seja, as escavações e aterros devem seguir a um projeto geométrico e geotécnico onde todos os elementos de locação das obras (cotas e coordenadas) são fornecidos o que permitirá ao topógrafo a locação da mesma.

O projeto geotécnico que deve seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),  que têm força de Lei. Neste se estabelecerá as providencias a serem tomadas para segurança ao deslizamento dos taludes, recalques dos aterros, assim como os aspectos hídricos quanto à erosão, infiltração e assoreamentos.

Ressalta-se que além dos aspectos legais referentes ao atendimento das normas da ABNT, caberão aos responsáveis (engenheiro civil) as questões referentes aos crimes ambientais que estão intimamente ligados aos projetos de terraplenagem.

O projeto geotécnico deve ser precedido de analise a mapas geológicos e geotécnicos e afins. Além das sondagens a trado, TERRAPLAGE-580458-med[1]percussão, coletas de amostras e ensaios de laboratório de solos.

Destaca-se em caso de encostas a norma da ABNT NBR-11682 para obrigatoriedade da execução de perfis geológico geotécnicos, dos ensaios triaxias e apoio técnico as obras (ATO).

Quanto aos aterros lembramos as normas de controle tecnológico da ABNT NBR-5681 que exigem procedimentos específicos no atendimento do grau de compactação e desvio de umidade dos aterros de modo a atender as propriedades de engenharia (resistência, compressibilidade e permeabilidade) que deveriam compor o dimensionamento geotécnico de projeto.

Outro aspecto fundamental é a drenagem provisória e definitiva que também deverão constar de projeto específico com memória de cálculo, seqüência construtiva e  especificação, assim como no projeto de terraplenagem.

As etapas, fases e seqüência das obras de terraplenagem e drenagem superficial devem ser planejadas e verificadas e ajustadas durante a execução das obras de modo a inibir ou reduzir ao máximo os problemas de deslizamentos  de solos, as erosões e assoreamentos.

As chuvas devem ser consideradas nos dimensionamentos de projetos e na execução das obras. Desta feita e em conjunto com a atividade de apoio técnico as obras (ATO) a ser realizadas pelo projetista ter-se-á uma obra com menores riscos e custo.

São comuns prejuízos, aumento de prazos e acidentes quando nas chuvas que podem cair a qualquer momento sendo mais freqüentes no verão surgem os deslizamentos de solos, as erosões seguidas de assoreamentos e inundações.

Também devemos destacar os solos colapsivos e expansivos geralmente negligenciados e que acarretarão problemas geotécnicos se não identificados, diagnosticados e tratados geotecnicamente.

Cabe também registrar a biogeotecnia que representa soluções que envolver a agronomia e engenharia civil esta conferindo uma resistência temporal aos solos em superfície seguindo a vegetal a médio e longo prazo conferindo estabilidade aos solos superficiais durante as chuvas abaixo custo comparado com as soluções tradicionais.

Outro ponto que merece um grande destaque são as soluções de solos reforçados em corte e aterros. Isto é, existem atualmente soluções muito interessantes quando os taludes de escavação e aterros precisam ser mais íngremes e não se suportam apenas sendo formados por solos naturais e ou de aterros. Nestes casos os solos reforçados permitem taludes até quase verticais a um custo adequado.

Deve-se destacar também a importância nas obras de terraplenagem no metro final superficial nas vias que receberão as vias públicas que receberão os pavimentos. Estas devem ser consideradas no projeto de terraplenagem como obras também pertencente às de pavimentação. Ou seja, por serem fundação do pavimento devem ser preparadas adequadamente de modo a reduzir os custos de pavimento e sua durabilidade ao tráfego.

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