Pavimentação Econômica, Durável e Legal

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A Pavimentação durável.

As obras de pavimentação devem seguir critérios técnicos de dimensionamento e execução fornecidos pela engenharia civil para que se tenha uma obra econômica e durável. Existe pouca aplicabilidade desta especificidade da engenharia na prática das obras de pavimentação. Assim, como as conseqüências do mau uso dos conhecimentos da engenharia são geralmente desconhecidas. Assim, também há uma falta informações sobre os custos da implantação destes procedimentos técnicos na obras de pavimentação.

Os custos envolvidos na aplicação das boas práticas de engenharia geotécnica e de pavimentação são reduzidos quando considerados os benefícios e custos envolvidos nas obras pavimentação. Os procedimentos e trabalhos de engenharia são indispensáveis para uma pavimentação econômica com vida útil adequada. Além de proporcionar ao executor uma segurança com reclamações dos usuários e conseqüências legais.

A prática atual tem sido a execução destas obras sem técnica adequada que resulta em patologias e conseqüente necessidades de recapeamentos constantes onerando toda a sociedade e responsabilizando os executores. Vamos exemplificar o que acontece tecnicamente. O pavimento é executado sobre um terreno que denominamos de subleito que pode ser uma superfície de escavação ou um aterro.

É possível compreender que se o solo do subleito for de baixa resistência ou elevada deformabilidade o tráfego de veículos acarretará na fadiga (ruptura pela repetição da passagem dos veículos) das camadas sobrejacentes e consequentemente danificação da capa da pavimentação (asfalto).

Para conhecer as condições de resistência do subleito a boa prática de engenharia indica a execução de ensaios denominados de CBR, entre outros. A execução dos ensaios de laboratório de solos possibilita ao engenheiro conhecimento da resistência do subleito e propor o reforço desta camada de fundação, caso necessário, e o dimensionamento do pavimento de forma segura e econômica.

Além dos ensaios de resistência dos solos de subleitos devemos fazer o uso racional dos solos de empréstimo (solos disponíveis para utilização nas obras) de modo a realizar um estudo de alternativas de reforço do subleito, como utilizá-los para sub-base e ou base da capa (camada superficial de rolamento).

O custo e durabilidade do pavimento e função dos ensaios e controle tecnológico dos solos utilizados nas camadas do pavimento. Isto é, os ensaios de laboratório dos solos proporcionarão a utilização dos mesmos de forma criteriosa e atenderão os critérios legais.

Para o uso racional dos solos são necessário execução de ensaios de laboratório de compactação e CBR. Estes ensaios são de custos adequados quando comparados com os custos das obras de pavimentação. Mas, o mais importante que estes ensaios de controle de qualidade vão atender as necessidades técnicas e legais.

Pois o problema não é apenas técnico e econômico é também legal. Ou seja, o código do consumidor exige que o executor atenda as normas da ABNT ou órgão oficial. Então podemos considerar que a execução de obras de pavimentação sem atender as práticas apresentadas nas normas técnicas (ou exigências) além de ficarmos em situação sujeita as penas da lei teremos uma obra onerosa e de vida útil reduzida, criando reclamações do usuário e conseqüências políticas.

A execução dos procedimentos técnicos de engenharia com a execução de ensaios de laboratório para controle de qualidade trará benefícios para as prefeituras, loteamentos e toda sociedade além de desenvolver as empresas de engenharia da região. A boa nova é que já temos na região empresa de engenharia preparada para atendimento desta demanda tão necessária para sociedade.

Por: Eng. Mauro Hernandez Lozano

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