Implantação Urbana

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A Implantação Urbana é o “Bode Expiatório” ou Implantação Urbana é a Responsável pelas Enchentes e Deslizamentos de Solos?
O problema das enchentes e deslizamentos de solos é da falta de aplicação da adequada  da tecnologia existente da engenharia civil e suas disciplinas.

Evidentemente, também há um sério problema cultural na disposição de lixo e de ocupações clandestinas. Mas nosso enfoque neste trabalho é a questão técnica.
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Qualquer  implantação urbana é tecnicamente possível se forem aplicados os conhecimentos existentes há dezenas de anos e disponíveis na escola de engenharia civil.
Entretanto, o que ocorre é que não há uma aplicação correta destes conhecimentos por diversas razões que não caberá aqui discorrer sobe todas.
A falta ou adequação de envolvimentos de profissionais especializados (geologia, hidrologia, hidráulica, geotecnia) acrescida dos respectivos estudos e dimensionamentos hidráulicos e geotécnicos é, a nosso ver, a principal causa dos problemas que estamos vemos ocorrer em diversos estados do Brasil.
Estes estudos técnicos deveriam ter considerado uma determinada chuva excepcional de projeto e uma dada condição geológica geotécnica e hidráulica  assim as obras teriam a segurança necessária.
Ou seja, o uso correto engenharia civil com suas disciplinas indicaria, para uma determinada condição local física e climática, o que se deveria ser feito e a qual custo, para que a sociedade tivesse segurança adequada.
O que acontece geralmente que os custos são considerados “proibitivos” e então sob está alegação se faz a obra sem os devidos critérios e como consequência surgem às falhas de engenharia e desastres que assolam algumas regiões do país.
Ressalto que esta atitude do poder econômico tem sido uma prática nociva a todos nós e que precisa ser contida.
Entendemos que o proprietário e ou órgão publica envolvido, que aparentemente pode se beneficiado com esta “economia”, acaba sendo prejudicado, exceto se considerarmos a corrupção.
O fato é que quando não se reveste o projeto de engenharia com os criteriosos fatores de segurança temos uma obra em maior risco. É imperioso falar em riscos de uma obra. Quando se reduz custos podemos estar aumentando os riscos.
Evidentemente, que fatores como a intensificação e expansão urbana, a impermeabilização superficial, as canalizações de córregos e rios, a ocupação de encostas, os desmatamentos, as obras de terraplenagem, o lançamento de detritos e lixo urbano e esgoto são variáveis dos problemas de enchentes e deslizamentos de solos.
Entretanto, ha décadas, estas variáveis deveriam ter sido consideradas nos projetos de engenharia civil. Pois,  já eram conhecidas, possível de serem diagnosticadas e equacionadas.
implantacao2[1]Assim consideramos que a causa dos problemas em tela é a falta de aplicação do conhecimento existente da engenharia civil e não dos fatores (variáveis) que afetam na solução do problema, e, que há muito tempo é do saber humano.
Os assoreamentos de rios e córregos e os deslizamentos são ocorrências sobejamente conhecidos dos especialistas, mas tal saber não é aplicado adequadamente para segurança da sociedade.
Entendemos que os problemas não são da falha da engenharia civil, mas de sua adequada aplicação criteriosa com analises de riscos. Devemos analisar os custos envolvidos além das perdas de vidas quando não somos criteriosos.
O leitor poderia concluir pela omissão dos órgãos competentes e toda sociedade pela falta de exigir a responsabilidade técnica dos engenheiros civis envolvidos nestes projetos.
Enfim temos que nos aculturar e exigir a aplicação correta da engenharia civil em nossos projetos urbanos exigindo a regularização técnica no uso e ocupação do solo urbano.
Mas, também da zona rural que está mais distante dos critérios de engenharia civil. Temos, também, que analisar os problemas de escoamentos de córregos e rios face aos assoreamentos provenientes do processo erosivos assim como os deslizamentos de solos.
Ressaltamos que a aplicação da engenharia civil é obrigatória, técnica e legalmente, em qualquer obra, e abrange todos os escalões da sociedade. Isto é, desde a construção de uma simples casa até as grandes hidrelétricas, aeroportos, estradas e viadutos.
Assim conclamamos toda a sociedade para exigir a responsabilidade dos engenheiros civis em todos os escalões da sociedade, pois cabe a nós esta obrigação ética e moral.
Os órgãos de classe, as entidades e os poderes federal estadual e municipal nas esferas do executivo, legislativo e judicial além dos ministérios públicos devem exigir o cumprimento da boa técnica de engenharia civil e suas disciplinas além responsabilidades tanto na zona urbana como rural.
Temos que nos conscientizar de nossos erros sob o risco de continuar cometendo-os e nos convencer que temos um enorme passivo de problemas gerados pela falta e ou inadequação do uso da engenharia civil e sua responsabilização.
Urge uma mudança de paradigma de toda a sociedade em exigir e responsabilizar a presença do engenheiro civil em todos os escalões da sociedade.
Devemos refletir sobre nossa omissão na exigência de responsabilidades da aplicação correta e responsável da engenharia civil e que agora, conscientes do erro pode agir para parar de errar.
Ressalto que o problema não é a engenharia, mas sua aplicação criteriosa e adequada com analises de riscos e bom senso para que a sociedade tenha resultado bons e não o que vemos nestes últimos dias.
Assim temos que exigir projetos de engenharia completos com, além de desenhos e relatórios, as memórias de cálculos justificativosimplantacao3[1] dos parâmetros adotados e estudos de alternativas técnicas e econômicas.
Em nossos cursos, e principalmente o da Universidade Secovi sobre Parcelamento do Solo Urbano, destacamos as considerações deste artigo.
Mais objetivamente recomendamos as áreas de infiltração das águas de chuvas, dispositivos drenagem provisória e proteção superficial e cuidados com aterros de bota-fora no combate as erosões, assoreamentos e infiltrações, principais agentes, geradores das inundações e deslizamentos de solos
Geralmente a ocupação urbana regular não é problemática, pois para atender os órgãos aprovadores da implantação urbana (loteamento) temos que atender critérios de engenharia civil.
Problemas mais graves são de ocupação irregular em região montanhosa e planície (próximo de córregos) nesta condição e sem a proibição resolutiva de órgãos competentes e sem os critérios da boa prática de engenharia permitimos criar um verdadeiro caos como os presenciados há décadas e agravados com as ultimas chuvas.
Ressalta-se que estas chuvas poderiam ter sido consideradas em projetos, mas nem projetos existem nestas áreas irregulares.
Portanto, o problema não é a implantação urbana, mas sim a execução das mesmas sem seguir critérios técnicos necessários.
Portanto, temos destacar a boa prática de engenharia e as implantações urbanas regulares como exemplo a ser seguido, o que é obvio, e não permitir que engenharia civil ou os loteamentos regulares sejam os vilões destas tragédias.
Nosso desejo e destacar que o bem, a verdade e a beleza são a essência da saúde da sociedade e que a mesma não pode conviver com a omissão das boas práticas assim como deve exigir bons resultado que apenas obtemos com esta conduta ética. Destacamos o trabalho de Norberto R. Keppe sobre ética, essência e ação pura.
Também, sobre autor acima destacamos seus ensinamentos a psico-socio-patologia como causa primeira de todos os males do ser humano.

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